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Filme sobre acervos culturais no Brasil será lançado hoje no Museu Imperial

Filme sobre acervos culturais no Brasil será lançado hoje no Museu Imperial

Nesta quarta-feira (14), o Museu Imperial recebe o lançamento do filme “Memória do Subdesenvolvimento: A Realidade Virtual do Oásis”, às 18h, que fala sobre os acervos culturais no Brasil. Dirigido por Alexandre Pena, a pesquisa foi toda realizada em Petrópolis, com base no acervo do jornalista César Nunes, que durante 40 anos registrou grande parte da história de Petrópolis e do país.

Ao todo são 1.820 filmes guardados pelo neto, Márcio Nunes, que assumiu a missão, junto com Pena, de editar o passado da Cidade Imperial. O projeto começou em 2010, quando os dois iniciaram a catalogação e organização do material, para que fosse produzido o longa com imagens que marcaram o desenvolvimento de Petrópolis.

Durante o evento, haverá a fala dos produtores e, logo em seguida, a exibição do filme que tem 1h de duração. A expectativa de público é de 200 pessoas. A meta é acender uma luz para os acervos que existem espalhados no Brasil e, que muitas vezes, são desprezados.

“Neste filme pretendemos dissecar uma questão tão importante para a sociedade de modo dinâmico, estruturando as fases do processo de criação da memória. O longa metragem conta ainda com depoimentos de especialistas que tiveram experiências incríveis em relação às suas memórias, assim como também mostraremos como a sociedade e governos tratam suas memórias”, conta Alexandre Pena, diretor de cinema.

As primeiras filmagens foram feitas em 1940, quando César Nunes tinha apenas 20 anos. Entre os registros, muitos narrados por Cid Moreira, estão o ex-presidente Juscelino Kubitschek na inauguração do Obelisco, a cantora Elza Soares e o jogador de futebol Garrincha em um bar na Rua Dezesseis de Março e Getúlio Vargas passeando pela Avenida Koeler. Além de catalogarem as imagens e a montagem do filme, a meta de Alexandre Pena e Márcio Nunes é digitalizar todo o acervo do jornalista. No futuro, quem sabe, criar um instituto de pesquisa.

As cópias serão distribuídas livremente e têm como finalidade a utilização em escolas. O filme foi financiado pela Lei de Incentivo a Cultura e conta com o patrocínio da Secretaria de Cultura e da empresa Util.

Pena trabalha há 20 com cinema e TV, tendo começado sua carreira como assistente de produção de longas metragens como “Mauá” e “Guerra de Canudos”. Durante 12 anos foi editor de imagens em diversas emissoras e produtoras no Rio de Janeiro e em São Paulo. Graduado em Comunicação pela Facha e pós-graduado em TV Digital pela UFF, já dirigiu três documentários como “Martins Vai a Trindade” sobre o importante arquipélago de Martins Vaz e Trindade, ganhador do FICA de 2003. Recentemente dirigiu campanhas para Firjan, TV Globo e OAB-RJ.

 

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